【Exílio + viagem no tempo + estocagem de suprimentos + espaço + fonte espiritual + cultivo da terra + construção de base】 À beira do fim do mundo, Su Niyue, viciada em estocar suprimentos para sobreviver, até na hora de morrer não esqueceu de fazer mais uma rodada de compras. Quem diria que essa superagente, que tinha mais medo de viver do que de morrer, acabaria entrando em um livro. E, para surpresa total, ao abrir os olhos já recebeu um pacotão de boas-vindas da viagem no tempo: sua habilidade despertou, e o espaço foi atualizado. No dia do casamento por substituição, o marido de fachada foi espancado até ficar todo quebrado. Com o roteiro em mãos, ela não entrou em pânico; em uma única noite, esvaziou metade da cidade imperial. Com o ajudante, uma ave de rapina, alimentando-a com toda dedicação, no caminho do exílio comida e carne não faltaram, exibidos com uma ousadia sem limites. O exílio virou uma aventura, com um pacote gratuito de fome e desastres — realmente, o barato sai caro, e o bom não é barato. Mas, com o espaço em mãos, os suprimentos são infinitos. Ela resistiu a desastres e ganhou minas; avançou matando monstros, subindo de nível pelo caminho, enquanto habilidades especiais surgiam sem parar. A sogra e a sogra da sogra suspiraram, dizendo que foi um infortúnio que trouxe bênçãos. A família toda chegou alegremente às terras bárbaras e, com um novo mundo para construir, todo tipo de habilidade entrou em ação. “Esposa, nas terras bárbaras não cresce nem capim.” “Quem disse? Se eu disser que cresce, cresce!” “Esposa! Estão dizendo que você não pode ter filhos?” “Não pode, não pode!” “Esposa! Dê um filho a este marido aqui, para brincar um pouco, que tal?” “...”
Su Niyue despertou com o barulho estridente de uma clarineta cerimonial, e logo veio a tontura que lhe girou a cabeça. O som agudo da clarineta e a algazarra dos tambores e gongos a deixaram tão irritada que quase praguejou: que diabos, agora até funeral tem música tão alegre? E, convenhamos, essa melodia não parecia nada com a de um enterro decente. Ela ainda imaginava, por um instante, que estivesse em seu próprio velório.
Esforçou-se para abrir os olhos e tudo o que viu foi um vermelho intenso. Só então percebeu que estava num palanquim nupcial. O balanço da carruagem foi devolvendo sensações ao corpo, e, junto delas, incontáveis fragmentos de memória se precipitaram em sua mente com uma dor lancinante. Pouco depois, esses fragmentos se fundiram num conjunto íntegro de lembranças.
Depois de examinar rapidamente aquela memória que não era sua, ela teve o diagnóstico: havia atravessado para dentro de um livro — justo um romance que abandonara antes do fim. Talvez por a heroína ter o mesmo nome que o seu, a imersão na trama fora absurdamente forte; sempre que via a protagonista sendo maltratada, Su Niyue pensava no que faria se estivesse em seu lugar. Pois bem, o desejo havia se cumprido.
A identidade da dona original do corpo era a de filha ilegítima da residência do chanceler do Reino de Da Yun. Como sua mãe era apenas a filha de um mercador comum, a menina nunca gozara do menor afeto. Depois da morte da mãe, a esposa legítima passou a atirá-la sem disfarce algum ao pátio dos fundos, onde vivia sem comida suficiente e sem roupas adequadas, em condição