Song Yuanchao, que havia deixado muitos arrependimentos em sua vida passada, renasceu e retornou a esta era dourada repleta de paixão e possibilidades infinitas.
A luz do sol da tarde atravessava o vidro da janela da varanda, espalhando seu calor suave pelo ambiente. Próximo à varanda, havia uma antiga cadeira de vime, bastante usada pelo tempo. Nela, sentava-se Song Yuanchao. À sua esquerda, um pequeno banco de madeira usado como mesa de apoio sustentava um copo térmico sem tampa, liberando nuvens de vapor de um chá forte e amarelado. A televisão ligada no interior da casa transmitia notícias de forma entrecortada.
O local era um condomínio comum, situado ao sul do anel viário externo de Xangai-mar, típico dessa metrópole internacional, repleto de conjuntos residenciais semelhantes, erguidos principalmente como moradias populares nos finais dos anos 1980 e início dos 1990. O apartamento de Song Yuanchao fazia parte desse contexto: depois da demolição do velho imóvel no centro da cidade, a família recebera duas casas, uma para alugar, outra para morar. Já se passavam quase trinta anos desde então.
O tempo voara sem que se percebesse, e aquele Song Yuanchao que havia se mudado ainda na meia-idade agora se encontrava próximo aos setenta anos, aposentado há muito, vivendo sozinho, sem filhos ou esposa para lhe fazer companhia.
Na juventude, Song Yuanchao casara-se, mas o matrimônio, forçado e sem paixão, durara menos de três anos e terminara em divórcio. Desde então, ele não alimentara mais o desejo de constituir nova família, levando uma vida solitária até os dias de hoje.
Com a idade, a saúde já não era a mesma de outrora. Especialmente após uma queda ao descer as escadas no ano anterior, sua condição físic